sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Texto de um brother

SENTIDO DE VIDA: A “PUTA” E A MOÇA DE FAMÍLIA

 

 

...Era uma vez

 

 

A puta e a moça

Duas jovens

A puta e a moça

Duas vidas

A puta e a moça

Sem sentido

 

 

         A moça de família acordou às seis da manhã. Tomou banho, lavou com extrema delicadeza as partes íntimas do seu corpo ainda virgem, virgem de vida. Tomou o seu café da manhã e foi pro cursinho. – Enquanto isso a puta dormia.

         No cursinho, a moça sentada na primeira fileira de cadeiras, fitava o professor com interesse. Não era um interesse de uma aluna pela matéria, e sim um interesse de uma mulher por um homem. O professor não notava. Quão discreta era essa moça, quase não existia!

         Quando terminava a aula, a moça ia almoçar no restaurante de sempre, comer a comida de sempre, e como sempre, sozinha.

          Nesse horário a puta acordava, exausta, triste e sozinha. Seus olhos sem brilho fitavam a televisão sem vida! Sua única companhia depois de uma noite de “trabalho”.

          Depois do almoço a moça de família vai à biblioteca estudar o que aprendeu no cursinho. De vez em quando tira os olhos dos papéis, olha o teto, pensa em seu professor que nunca lhe olhará como uma mulher, pensa no que fez de relevante nesses vinte e dois anos de vida, não consegue se lembrar de nada e volta a estudar.

          A puta almoça a comida requentada que fizera no início da semana. Senta-se no sofá e troca a televisão pelo único livro que leu e que continua a ler todas as tardes. Era um romance daqueles em que o casal vive feliz pra sempre em algum paraíso distante, paraíso esse que ela não conhecia, mas que tinha vontade de conhecer.  – Era romântica essa puta.

          Às sete horas da noite, a moça recolhia o seu material de estudo e preparava-se para voltar pra casa.

         A puta escolhia o vestido que iria usar naquela noite – o vestido que ira usar pra ser usada – e saia para mais uma noite de “trabalho”.

         Uma indo, outra voltando – ambas sem destino certo – as duas se encontravam. Uma olhava a outra e nos dois olhares via-se a tristeza e a solidão. Esse olhar triste, vazio, que ocorria em ínfimos segundos, era a confluência de duas vidas mal vividas.

          Uma sabia bem que tipo de vida a outra levava. Mas o que nenhuma da outra sabia, é que a moça de família queria ser puta, e a puta queria ser moça de família...

 

 

 BY PEDRINHO

5 comentários:

Anderson Banderas disse...

Esse texto do bicho ficou doido

O Eterno Vagabundo disse...

massa,gostei tbm,pinguin tu e tratante.
kbça.(O Eterno Vagabundo)

Bruno Costa disse...

Pinguin..
vc tbm aqui cara..
Esse texto ficou massa mesmo..
mas,
pinguin tu é tratante (2)

;)

Bruno Costa disse...

www.fotolog.com/brunno_13

tem umas alucinações aqui tbm pinguin...

Burguesinha disse...

Cara esse texto e muito louco,adorei,serio muito real,show...